Losing My Religion

No fim dos anos 90 (acho que foi em 1997), comecei a ler algumas coisas sobre um tal de MP3 – promessa de arquivos bem menores com qualidade de CD.
Pesquisei como funcionava, instalei o Winamp e baixei Losing My Religion.
O primeiro MP3 a gente nunca esquece!

Demorou um tempão – linha discada, modem de 56k, aquele barulho lindo da conexão (escorreu até uma lágrima aqui).
Depois de pouco tempo, surgiu o Napster e, para desespero do Lars Ulrich, o mundo da música nunca mais foi analógico.
Artistas e gravadoras até conseguiram barrar o “aplicativo”, mas o estrago estava feito.
Quem realmente entendeu a coisa toda foi um tal de Steve Jobs (conhece?) – o iTunes chegou e, bem, hoje você consome música com mouse e fone de ouvido.
Eu tenho menos de 40 anos (não muito menos, vai), mas já vi várias transformações como essa.
O computador acabou com a máquina de escrever, com o fax, com as cartas e um monte de outras coisas.
Fitas K7, VHS, CD, cartuchos de videogame, telegramas, calculadoras…
A Blockbuster virou o que, mesmo?

E a Kodak, faz o que hoje em dia?
Quantas pessoas andam com cheque nos bolsos?
Até dinheiro caiu em desuso – “Pode pagar no débito?”
O novo sempre vem.
Assim como as gravadoras e o Metallica, os taxistas esperneiam à toa.
Terão o mesmo sucesso de cocheiros que, em agosto de 1911, protestaram contra a chegada dos taxistas (uia!) na Estação da Luz.
Mesmo que matem o Uber, a brincadeira acabou.
A primeira vez que fui a Nova York (2009), me lembro que gritei “Taxi” no meio da chuva para parar um carro amarelo.

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